Você vai encontrar pessoas interessantes em vários lugares, seja na fila de um supermercado ou num curso. Eu mesmo já encontrei várias. Teve até uma vez que eu estava num mercado em São Paulo e encontrei o Bira. Aquele baixista que ri engraçado no programa do Jô. Neste link você vai encontrar uma entrevista com o Bira que a Karen Ferraz fez para a LivreVista.
Eu estava parado olhando os vinhos e ele se aproximou. Puxei conversa. Perguntei sobre um vinho espanhol e ele me explicou um mundo de coisas! Ficamos conversando por vários minutos. Não sabia que ele entendia tanto sobre vinhos. Falou sobre o lugar onde eram plantados, as harmonizações e queijos mais saborosos. Foi falando, sem pressa.
Disse que havia aprendido a degustar a bebida quando foi à Grécia, junto com o Sargentelli, aquele das mulatas.
O Bira me indicou lugares onde eu poderia comprar bons vinhos. Disse pra eu procurar uma loja específica perto do Ibirapuera e dizer que ele havia me indicado. Olha isso! Quando uma pessoa gosta de um produto ou serviço ela indica mesmo. Tenho guardado o nome da loja até hoje.
Numa outra vez me matriculei num curso de informática lá na Av. Paulista. Sete alunos na sala, primeiro dia, apresentações… quem é quem, aquela coisa toda. Lembro da surpresa da professora quando um colega se apresentou. A voz dele era grave, muito marcante, parecia de locutor. Perguntei o que ele fazia e ele respondeu que era narrador dos programas da National Geografic aqui no Brasil! É dele aquela voz que diz “Esta é a tumba do imperador Tutancâmon, a mais famosa do Vale dos Reis…”. Ou ainda “Veja o momento em que o leão crava seus dentes na impala indefesa…” Ele era muito divertido e fazia umas brincadeiras com a voz.
Um outro participante desse curso era o criador do logotipo do Rali dos Sertões. Já ouviram falar?
E um último relato do que aconteceu com uma amiga do trabalho. Ela estava fazendo um curso sobre televisão e conheceu a esposa de um cantor sertanejo muito famoso. Segundo minha amiga, a mulher era uma simpatia. Trocaram telefone, e-mails, marcaram de encontrar com a turma depois do curso.
Agora você percebe o que quero dizer quando escrevo: Esteja preparado para fazer networking. Encontramos pessoas de todos os tipos o tempo inteiro e nem nos damos conta. Você já pensou onde isso pode te levar? Se conhecemos gente famosa ao acaso, o que podemos dizer sobre pessoas “normais” como eu e você que estão procurando alguém para nos ajudar em algo simples como nos aprensetar numa empresa ou agendar uma entrevista de emprego?
Estas pessoas de que falei aí em cima conhecem outras dezenas, centenas de pessoas que podem te levar a novos lugares, idéias e projetos. Você tem dado valor aos contatos que faz? Ou simplesmente conhece as pessoas e as deixa ir embora?
Nunca se sabe as oportunidades que podemos criar quando cultivamos bons relacionamentos. Então vamos prestar mais atenção nas pessoas à nossa volta que com isso aumentaremos nossa rede de contatos de forma muito produtiva, entendido Master Minds?
Quando eu era pequeno gostava de assistir aos filmes do Hobbin Hood. Adorava ver o arqueiro no meio da floresta, atirando flechas pra tudo que é lado e, como bom moleque, queria fazer igual. Só que naquela época eu não sabia nada sobre arqueria. Muito menos meus pais queriam que eu soubesse. Já pensou? Eu atirando flechas pela casa?
O único contato que eu tive com arqueria foi quando encontrei um anúncio de uma revista de pesca do meu pai. Os famosos arcos Velox! Existem até hoje.
Mas foi só há 6 anos que eu descobri um lugar para praticar arco e flecha! O lugarse chama Arco e Flecha Bandeirantes e fica a 800 metros da estação de metrô Jardim São Paulo.
Certa vez convidei alguns amigos para conhecer o lugar. Fica bem localizado, no subsolo de um prédio. Quem nos recebeu foi o dono da arqueria, o sr. Kokit Uehara. Assim que o vi tive a impressão de já ter visto aquele senhor em algum lugar. Ele se parecia com algum conhecido. Enfim… ele nos ajudou a instalar os equipamentos de segurança, fez uma sessão de alongamento e nos mostrou como mirar, atirar, esperar o sinal para recolher as flechas e como não ter o braço ralado pela corda do arco. (Confesso que não prestei muita atenção nessa parte.)
É muito interessante a arqueria. Você sabia, por exemplo, que não se faz pontaria com os olhos atrás da flecha?
Fiquei surpreso quando percebi isso. Numa das minhas primeiras tentativas coloquei uma flecha no arco, puxei, olhei na traseira da flecha fazendo pontaria no meio do alvo e soltei. Zapt! A flecha voou rápido! Só que para longe do alvo (Meio metro longe!). Errei feio e não entendi o motivo.
Ouvi uma voz chamando:
- Alexandre… – era o sr. Kokit – você fez pontaria com os olhos não é?
- Como o sr. sabe?
E ele, com aquela paciência e sabedoria oriental, respondeu:
- Pelo caminho que ela a flecha fez…
Foi então que percebi duas grandes coisas!
Primeira: Não adiantava mirar daquele jeito. A flecha não iria no alvo.
Segunda: Lembrei de onde o conhecia o sr. Kokit! Ele me lembrava muito o sr. Myagui!
Então ele me explicou que o segredo da flechada perfeita não é a pontaria com os olhos, mas o modo como se solta a corda da flecha. Fiquei sabendo que os monges tibetanos treinam por meses o tiro com arco e curiosamente colocam o alvo a apenas um metro de distância. Ficam lá treinando a soltura da corda, que deve ser um movimento suave e preciso. Só praticando pra entender.
Sei que pela repetição o arqueiro memoriza o posicionamento do arco, da mão, da flecha e então começa a treinar com o alvo à distância. E eu achando que havia descoberto a roda ao mirar daquele jeito.
Meus amigos e eu ficamos uma hora aprendendo o básico da arqueria. Atiramos muitas flechas, acertamos algumas bexigas e nos divertimos muito. É um esporte que acalma e ajuda a se concentrar. Um ótimo programa pra se fazer com os amigos.
Dale Carnegie disse que “o som mais doce que uma pessoa pode ouvir é seu próprio nome” E isso foi dito em 1912! Será que ainda é verdade?
SIM!!! Para mim continua sendo verdade. Para o gerente da padaria onde eu comia pizzas, não.
Moro numa cidade carente de comércios e serviços de qualidade. Há muitos lugares para se ir, mas o atendimento geralmente é mediano. Aconteceu que, numa noite de sábado, fui conhecer uma padaria muito famosa da cidade. Fica num bairro nobre, bem localizado e próximo a um grande bosque. Coisa bonita mesmo.
Chegando lá estacionei o carro em frente à padaria. Minha namorada e eu entramos e ficamos surpresos: A padaria era ainda mais bonita por dentro! Uma agradável surpresa, pra ser sincero.
Resolvemos experimentar a pizza e ficamos encantados! Era uma delícia.
Estou contando isso para você ter uma idéia de como ficamos satisfeitos com o lugar.
Voltamos duas vezes depois disso e nunca tínhamos nada a reclamar.
Até que uma certa noite… (virada na história!) – fui até a padaria novamente, já pensando nas pizzas.
Estava lotada. Umas 100 pessoas: sentadas, em pé, saindo, entrando…e cheia de carros em frente. Nenhuma vaga para estacionar.
Parei um pouco atrás da fila de carros até que uma pessoa saiu , pegou um carro e foi embora. Fui fazer a baliza e reparei em 4 rapazes sentados em frente à padaria. Olhei para o quiosque dos manobristas (a padaria tinha até manobristas!) e como não havia ninguém fui estacionar eu mesmo.
Manobrei o carro e parei dentro da vaga. Ok, meio torto, mas parei. E percebi que os 4 rapazes riram da minha manobra.
Entrei na padaria e perguntei para a moça que entrega as comandas: – Boa noite, hoje os manobristas não estão trabalhando?
Ela fez uma cara de estranheza, deu dois passos para fora da padaria, voltou e me disse: – Estão sim, olha eles aí. E apontou para os 4 rapazes.
Deu pra entender o nível da coisa? Percebeu a qualidade do atendimento da minha cidade? É por aí que a coisa vai…
Sentei e pedi para falar com o dono da padaria. Então olhei para fora e vi os rapazes olhando para mim, com cara de ameaça! E olhavam para a porta da padaria, olhavam para mim, para meu carro, depois de novo para mim. Umas caras ameaçadoras e eu já achando aquela situação surreal.
Sei que depois de uns 15 minutos chegou um rapaz e perguntou se era eu que queria falar com o dono. Eu mesmo, respondi, e se seguiu a conversa:
- Você é o dono? – perguntei.
- Não, sou o gerente, mas o dono me contratou para resolver tudo! – e deu uma risadinha malandra.
- E você resolve? – Devolvi a risadinha. A dele sumiu.
- Sim, pois não?
Comecei dizendo que meu nome é Alexandre e que aquela era a quarta vez que ia até a padaria porque gostavamos muito das pizzas. Então contei sobre o incidente com os manobristas, da falta de educação por rirem em vez de estacionar o carro e ainda as caras ameaçadoras atravéz da janela.
O gerente da padaria desfiou uma série de desculpas muito genéricas e demoradas. Falou que os manobristas não estacionaram meu carro porque eu devia ter descido e feito um sinal de “jóia” para um deles, que eu deveria isso e deveria aquilo… ou seja, tentou me convencer que eu é que não havia estacionado o carro direito para os manobristas estacionarem meu carro… incrível não?
Depois de muito falar ele perguntou: - Qual o nome do senhor?
Comecei a rir por dentro. Desisti de ser bem atendido por ele e respondi: – Meu nome é Henrique. E o gerente: Pois não, senhor Henrique, é a primeira vez que o senhor vem aqui na nossa padaria?
Não aguentei. Ri de verdade e disse que sim, que era a primeira vez e que havia gostado muito. Ele se desculpou novamente pelo serviço de manobristas embora tenha insunuado mais uma vez que a culpa pelo ocorrido era minha e pediu que eu voltasse novamente outro dia.
Ele não só esqueceu meu nome como mostrou não se importar com o que eu disse. Voltei lá mais uma vez e a pizza estava horrível. Fiquei sabendo que o pizzaiolo havia sido despedido. Colocaram outro no lugar. Agora eles servem uma pizza compatível com o atendimento. Médio. Não pretendo voltar lá. Médio por médio eu compro pizza na esquina de casa.
As vezes as empresas gastam uma fortuna em fachadas, propaganda, marketing para te fazer entrar e comprar alguma coisa. Mas se esquecem de treinar as pessoas a chamar as outras pelo nome.
Mostre que se se importa e lembre-se do nome das pessoas. CHAME as pessoas pelo nome. Nada de querida, bem, amor, paixão, anjo, grande, parceiro, brother, colega, pai, tiozinho… o nome da pessoa com quem você conversa é importante e merece ser lembrado. Cria-se um vínculo quando você o pronuncia sabe porque? Porque entre tantas pessoas que podem estar ali presentes, chamar alguém pelo nome torna aquela pessoa única no mundo. Lembre0-se disso.
Tenho uma verdadeira paixão por livros. Leio dois ou três ao mesmo tempo. A primeira coisa que faço quando quero aprender sobre algum assunto é procurar um livro. Os autores geralmente se baseiam em anos de experiência para produzir um conteúdo interessante que valha a pena ser editado e impresso. E então você tem à disposição o conhecimento de uma vida inteira de tentativas, erros e acertos.
Este livro foi meu ponto de partida em networking. É um livro delicioso de ler. Nele o autor Keith Ferrazzi conta sua trajetória de vida, quando ainda era garoto e carregava tacos de golfe até se tornar CEO de uma empresa de entretenimento.
Considero Keith Ferrazzi como o maior autor de networking que existe porque o ponto central da obra de Keith é a generosidade. Além de ensinar técnicas que qualquer pessoa pode aprender, ele fala sobre a importância de ajudar os outros sem esperar nada em troca. Muito do que você vai ver aqui no blog é resultado de experiências que tive aplicando os conhecimentos deste autor.
Veja também outros livros intessantes que já li e recomendo:
A Bíblia de Vendas, de Jeffrey Gitomer: O cara é o maior treinador de vendas do mundo e ensina coisas fantásticas. Nada de blá blá blá de vendedor. A proposta mais importante do livro é “Ofereça valor primeiro”. Ele quer dizer que se você quer conquistar amigos, clientes e novos negócios você deve se mostrar para sua comunidade como alguém que se importa e oferece valor.
Faça palestras, dê seminários gratuitos, escreva uma newsletter com dicas para seus clientes, crie um blog. Estas são algumas ações sugeridas pelo autor que também oferece alguns campítulos dedicados ao networking.
Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas: Do autor Dale Carnegie que escreveu sobre a difícil arte de se lidar com outras pessoas e ser bem sucedido. É um livro que todas as pessoas deveriam conhecer porque trata do mais básico relacionamento humano e talvez por isso mesmo as dicas que estão nesse livro sejam tão esquecidas. Temos internet rápida, carros modernos, missões espaciais e robôs-com-cara-de-gente que participam de desfiles de moda mas ainda esquecemos de chamar as pessoas pelo nome. Porque será? Bom… leia o livro e faça parte das pessoas que se lembram do nome dos outros.
A Lei do Triunfo: Este está na minha lista de favoritos. Escrito por Napoleon Hill este livro é um curso completo sobre relacionamento humano e sucesso. Baseado em décadas de pesquisas, A Lei do Triunfo apresenta dezesseis habilidades encontradas nas pessoas de sucesso pesquisadas pelo autor.
O livro deu origem ao famoso curso Master Mind que tive o prazer de fazer em Guarulhos, São Paulo. Se você estiver buscando se aperfeiçoar como líder, vendedor ou se quer ter mais coragem para fazer apresentações para várias pessoas, este é o curso.
E se você conhece outros livros interessantes me mande uma mensagem falando que eu coloco aqui no blog. Depois eu escrevo a história de um rapaz que conheci há alguns dias. Ele me contou como um livro encontrado ao acaso mudou sua vida.
Sou gordo. Confesso. Estou me esforçando para mudar isso mas por enquanto estou ligeiramente… redondo. Eu tenho uma teoria sobre gordos e bom humor – qualquer hora posto por aqui.
Por enquanto escrevo sobre a relação entre fazer contatos e boa comida.
Pra mim networking bom é feito em momentos de descontração. Não há dúvidas!
Pelo que me lembro, os momentos mais agradáveis que passei foram com pessoas queridas, conversando sobre tudo, em meio a salgadinhos, antepastos, nhoques, churrascos e bebidas.
Será que já aconteceu o mesmo com você? É bom demais.
Pensa comigo: Não é improvável participar de um churrasco e ser formal? Já pensou como seria? - “Boa tarde, meu nome é Afrânio Pereira, sou diretor de marketing da Xyw, a picanha está no ponto e estou com esse sorriso mole porque desde as duas da tarde estou esperimentando as caipirinhas da Claudete Figueiredo, nossa secretária executiva…”
Isso não existe! (ok, ainda bem que não.)
Mas então, caro networker, quer fazer bons contatos? Invente oportunidades gastronômicas. Convide seus amigos e peça que eles convidem outros conhecidos e organize um almoço, jantar, happy hour, café-em-pé-no-meio-da-tarde ou então um churrasco!
Organize algo assim, com boa comida e que todos se divirtam. Apresente as pessoas umas às outras e aproveite a reunião.
É fácil, muito divertido e você vai gostar. Depois eu posto aqui algumas dicas muito bacanas que aprendi com o master networker Keith Ferrazi sobre como oferecer jantares em casa.
As vezes fico procurando algo diferente para fazer. Sempre gostei de aviação e incentivado por uma reportagem sobre aeromodelismo resolvi pesquisar sobre o assunto.
Encontrei alguns sites interessantes para aprender mais sobre este hobbye:
A reportagem que assisti mostrava um clube de aeromodelistas de São Paulo onde você pode fazer cursos de montagem dos aviõezinhos e cursos de pilotagem. Nos finais de semana vários modelistas vão para o parque do Ibirapuera voar com seus brinquedos.
Já pensou como seria legal convidar seus amigos para um programa assim?
Veja estes vídeos de aeromodelistas:
Tucano
E pra quem achava que aeromodelimos é coisa de criança… tá aí um A380 TURBINADO!!!
Saia da rotina e tente coisas novas! Convide alguns amigos que não vê há algum tempo e vá pilotar aeromodelos no parque.
Walt Disney construiu um império a partir de um ratinho simpático, porque você não poderia estreitar relacionamentos numa manhã de aeromodelismo?
Gosto muito do Mario Sergio Cortella. Além de falar muito bem, ele tem uma percepção da nossa sociedade que na minha opinião é bem esclarecedora. Aí vai um vídeo de uma de suas palestras. Sugiro que assistam todas as partes.
Ele fala sobre a modernidade em que vivemos e critica alguns aspectos da nossa socidade. Por exemplos, você está com fome? Você sai para comer fora, em alguns minutos a comida está na sua mesa.
Ou você em casa mesmo, abre um saquinho de macarrão, água fervendo, três minutos e seu jantar está lá, com aquele tempero que deixa um suave gosto de sei lá o quê.
As pessoas estão perdendo a noção do tempo.
Tudo é fast, just in time, on demand, aqui, já, rápido, rápido, rápido!
Outro dia fiz e dei pra minha avó experimentar. Ela detestou. Disse assim: Senta aí, você vai ver o que é bolo bom… Levantou, foi até a geladeira e tirou de lá alguns ovos, leite, cenoura e fomos conversando.
Untou uma forma, enfarinhou e contou histórias, deu risada, liquidificador, provou o açúcar… e eu fiquei sabendo de mais um primo distante que montava e pilotava aeromodelos. E eu que sempre quis pilotar isso tinha um comandante na família e não sabia!
Depois de duas horas lá estava o bolo de cenoura e sua inseparável cobertura de chocolate. Deliciosa. A conversa com a minha avó também.
Gente, coisas boas levam tempo para se criar! É preciso respeitar o tempo das coisas: do fermento fazendo feito, do bolo crescendo. Tempo para se amadurecer uma idéia, amizades e contatos.
Cultive seus relacionamentos com paciência e carinho, como minha avó fazendo bolo.
Pesquisadores americanos afirmam que o sexto sentido seria nada mais do que uma excelente habilidade para ler sinais não verbais que todos nós enviamos.
Como anda sua comunicação não verbal? Você vacila quando entra na sala do chefe? Suas mãos ficam suadas quando encontra um cliente?
E quanto às pernas? Suas pernas ensaiam um sambinha descompassado quando você tem que apresentar um projeto na frente de todos?
Saiba o que estes e tantos outros sinais querem dizer lendo dois livros que
encontrei faz alguns meses.
O primeiro, um clássico sobre o tema de linguagem corporal, é “O Corpo Fala” de Pierre Weil e Roland Tompakow. Explica muito bem as posições que nosso corpo assume em diferentes ambientes. Vale a pena conhecer.
O segundo, lançado recentemente, é “Desvendando os Segredos da Linguagem Corporal” de Allan e Barbara Pease.
Fantástico esse. Fala desde o posicionamento dos pés,movimento de cabeça, entonação de voz, até técnicas de aperto de mão. É surpreendente o que esses dois pesquisadores descobriram sobre o comportamento humano.
São livros fáceis de encontrar e você pode comprar pela internet.
(Pessoalmente gosto de ir até alguma livraria com minha namorada e folhear alguns livros, dezenas deles, garimpando uma coisinha aqui, outra ali…)
O importante é aprender e usar as dicas de anos de pesquisas que estes autores tem a oferecer.
As melhores conversas que tive com pessoas que valem a pena se conhecer não foram sobre negócios. Muito menos me preocupei com alguma técnica infalível ou em me empenhar em impressionar a outra pessoa. Quando a questão é sobre conversas interessantes esqueça as técnicas e se importe com o outro. Todo o resto é firula.
Lembro de uma vez em que estava sentado no banco em frente à lanchonete da escola, quando chegou uma amiga e veio conversar. Ela fez um comentário qualquer sobre o lanche e eu perguntei sobre seu sotaque, diferente do meu “paulistês”.
Então ela começou a me contar histórias da sua terra, de como ela havia crescido, como eram seus parentes, tios e tias de nomes bonitos e simples e como ela havia chegado em São Paulo. E eu ali, entusiasmado com histórias de tão longe, de lugares tão diferentes, perguntava cada vez mais sobre o que ela contava.
Passaram-se duas horas e ela se deu conta que estava atrasada. Levantou apressada e disse “- Ale, muito bom conversar com você! O papo está ótimo e depois a gente continua!” E foi embora.
Lembro que as palavras foram estas porque isso me marcou até hoje. Naquele dia, moleque ainda, aprendi o que faz uma conversa se transformar em algo interessante.
O segredo? Nenhum que passe desapercebido por um garoto atendo: Basta você se interessar sinceramente pelo que a outra pessoa está dizendo.
Faça perguntas que incentive a pessoa a falar mais sobre ela. E o mais importante, OUÇA a resposta. Aproveite para aprender algo novo sobre a vida.
Mantenha a vida simples e se interesse pelos outros. Não é preciso mais do que isso para ter ótimas conversas.
Quando eu era criança eu gostava de assistir Duck Tales. Como era legal ver aquela turma se envolvendo em aventuras e histórias. Entre tantos personagens – lembro bem dos sobrinhos do Pato Donald, Huguinho, Zezinho e Luizinho, da Patrcia, Dona Patilda, Leopoldo, Pão duro, Os Irmãos Metralha, Maga Patalógica e o Capitão Boeing – sempre gostei mais do Tio Patinhas.
A abertura que eu via era essa
Duck Tales era um desenho único. Eles sempre viajavam para lugares incríveis. Tio Patinhas era o pato mais rico do mundo mas sempre dizia que o mais importante era a família. E nela incluía a governanta e sua sobrinha o que mostra uma característica moderna para uma época em que o conceito de família era mamãe, papai, filho, filha e Max, o labrador da casa.
O que mais me chama a atenção hoje é que, apesar da fantasia necessária a um desenho animado, acabei aprendendo que existiam outras culturas pelo mundo. Aprendi que as coisas não aconteciam do nada. Tudo tinha uma história: um povo havia habitado aqueles lugares que o Tio Patinhas e sua turma visitava.
Muitas vezes havia um conflito entre os habitantes dos lugares e o velho pato. E ele, muito sábio, sempre resolvia o conflito com muita conversa, perspicácia e uma boa proposta de negócios, interessante para os dois lados.
É por isso que gostava tanto do desenho: as soluções para os conflitos eram inteligentes e criativas. Nada de soltar fogo, raios ou bombas para resolver os problemas.
Talvez para um pato tão rico que queria adminstrar um império econômico que se estendia desde fábricas de sorvete, robôs, mineradoras até uma companhia pesqueira, este era o melhor caminho: Fazer com que todos ganhassem.
Tá aí. Nesse mundão de gente que esqueceu que todas as pessoas devem ganhar vamos divulgar o estilo de administração Tio Patinhas!